Que coisa mais linda é quando o inverno se achega frio e calmo, como está agora, nos inspirando a degustar queijo e vinho.
Dizia Napoleão Bonaparte que o vinho, precisamos tomar nas derrotas e nas vitórias merecemos, eu lhes digo que o queijo é resumo da pecuária que precisamos deliciar para calcificar nosso corpo, nutrindo a alma junto com o vinho, duas espécies que vem da terra, pelo verde dos campos e dos parreirais.
Por essa razão Carlos Barbosa, sempre no inicio dos invernos promove a FESTI-QUEIJO, que acompanhada pelo vinho, pelo espumante, salame e pão, reúne o campo e a cidade no topo da serra gaúcha, para venerar, glorificar, cantar o pago e sua riqueza em alto estilo e em bom tom, desfraldando nos quatro ventos a mensagem de ordem e progresso que nossa pátria precisa.
No passado as juntas de bois e arados, viravam o solo lentamente para as safras cumprirem umedecidas pelo suor do colono e das famílias em mutirão o seu mister. Hoje filhos e netos desses colonos, manuseiam tratores que rompem canhadas e serra mais depressa, colhendo em dobro, mas com a mesma essência dos avós.
Assim há muito tempo, escoa essa produção agro-pecuária-industrial para o mundo nas cores do branco queijo de paz e do vinho tinto de sangue dessas raças europeias que forjaram a estirpe gaúcha, nosso orgulho, e que nos une a mesa todos os dias fraternalmente.
E nesse clima é que estamos desde ontem aqui em Carlos Barbosa, testemunhando os feitos deste povo altivo que cultua sua terra, sua gente, na certeza de que nação se faz com cultura própria e economia forte.
A tradição não tem medo do tempo, Carlos Barbosa é essa premissa e a 24ª edição da FESTI-QUEIJO, um cartão de visita arte-finalizado com muito carinho, amor e hospitalidade de seus filhos que de braços abertos aguardam a tua chegada para brindar o aconchego de inverno.
Para pensar: Deus fez as estações para colorir nossas vidas!
Para pensar: Aos incrédulos, como dizia Jaime Caetano Braun em Bruxas no acredito, pero que las hai, las hai!
